Mirna Lysa

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Narradora protagonista Mirna Lyssa

Entrevista de Keila Serruya Sankofa

Texto poético Maria Moraes

Mirna Lysa é filha de imigrantes, Domingo Reis Campos e Inês Souza Sales, nascida em Manaus/AM, enfermeira, ativista dos direitos humanos, com foco em pessoas trans e pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS, co-fundadora do coletivo ASSOTRAM - Associação de Travestis e Transexuais do Amazonas, e mãe de Gustavo Bernardo. Passou parte da sua vida em Manaus, lugar que nasceu e foi criada, mas viajou para Itália, onde passou 30 anos da sua vida. 

 

Com 12 anos já se identificava como mulher trans e começou sua transição de gênero, tendo aceitação da sua família. Sua mãe era empregada doméstica e levava uma vida muito sofrida, lavando e passando roupas nas horas vagas,  motivo que levou Mirna à luta por melhores condições de vida para sua mãe e sua família. Foi quando conheceu uma cafetina que lhe apresentou à prostituição como promessa de mudar de vida. 

 

Com a renda do trabalho sexual, financiou seus estudos e se formou como enfermeira. Foi funcionária pública do Estado e trabalhou com grandes médicos do Amazonas, como o Dr. João Lucio, na Santa Casa de Misericórdia 

 

No começo da década de 70, auge da Ditadura, onde travestis eram perseguidas por existirem, percebendo que o trabalho informal como Enfermeira, e Prostituta não mudaria  a vida de sua família, e nem realizaria sua tão desejada cirurgia de redesignação sexual, e após também ser perseguida e ameaçada por seu ex-namorado policial militar, que não aceitava o fim do relacionamento, Mirna resolveu mudar de vida e de país. Como não havia leis na época que amparassem a população trans e LGBTQIA+, a única opção que lhe restou foi recomeçar a vida na Europa.

 

Na Europa, fez muitos contatos, começou a se apresentar em Casas de Espetáculos com outras mulheres trans e transformistas. Encontrou um novo amor, com quem esteve casada por 29 anos. Foi lá também que pôde acumular um patrimônio financeiro para mudar a vida da sua família e realizar sua cirurgia de redesignação sexual.

 

Em XXXx, após o fim do seu casamento, volta para Manaus, e,  percebendo toda a violência policial contra a população trans, se une a Joyce Lorrane, Rebecca Carvalho e Camila Brasil, ativistas trans e  prostitutas,  adentrando os serviços públicos, e formando assim uma grande associação, reconhecidas por seus trabalhos sociais, a ASSOTRAM Associação de Travestis e Transexuais do Amazonas. 

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